E quando o próprio desejo assusta?
- Matheus Cunha Paiva
- 24 de jun. de 2025
- 1 min de leitura
Atualizado: 17 de nov. de 2025

Sustentar um desejo nem sempre é simples. Desejar implica reconhecer algo de si, algo que às vezes não cabe no que se espera de nós, da família, da sociedade, ou até da imagem que construímos de quem acreditamos ser.
Por isso, o desejo pode provocar conflito. Há quem deseje, mas se culpe. Há quem queira algo, mas tema as consequências, e há quem evite desejar, como se isso o protegesse de falhar.
O desejo, porém, insiste. Ele aparece nos pensamentos, nas escolhas, nos sonhos e até nos impasses da vida, e quando não encontra espaço para ser escutado, pode tornar-se sintoma. Torna-se angústia.
O processo terapêutico pode oferecer justamente esse lugar: um espaço para que o sujeito se escute sem pressa, sem julgamento e sem precisar justificar o próprio querer. Ali, o desejo deixa de ser ameaça e passa a ser possibilidade. Uma abertura para que algo novo possa surgir.



