Como a separação conjugal afeta pais e filhos?
- Matheus Cunha Paiva
- 13 de nov. de 2025
- 1 min de leitura
Atualizado: 17 de nov. de 2025

A separação de um casal não marca apenas o fim de uma relação conjugal; marca também o início de um novo modo de existir para todos os envolvidos. Para os adultos, separar-se envolve lidar com perdas simbólicas: rotina, do projeto de futuro, da presença constante do outro. Mesmo quando a decisão é consciente, há sempre um trabalho psíquico de reorganização interna: elaborar o luto, reconstruir identidades e reposicionar-se no mundo.
Para as crianças e adolescentes, a separação dos pais pode despertar dúvidas e fantasias: “Fui eu o motivo?”, “Isso vai mudar meu lugar na família?”. É comum surgirem comportamentos regressivos, oscilações emocionais ou dificuldades escolares, não como sinais de “problema”, mas como tentativas de dar sentido ao que está acontecendo.
O ponto central não é a separação em si, mas como ela é conduzida. Quando os adultos conseguem sustentar um diálogo minimamente respeitoso e preservar o lugar da criança sem expô-la a conflitos ou transformá-la em mensageira ou confidente, a ruptura se torna menos traumática e mais compreensível para todos.
A análise pode ajudar tanto pais quanto filhos a atravessar esse processo com mais clareza, menos culpa e mais recursos simbólicos para reorganizar a própria vida.



